*CAMPANHA GRUMIN: NÃO DESTRUA A VIDA DE UMA MULHER INDÍGENA!
REDE GRUMIN DE MULHERES INDÍGENAS
ENVIE SUA DENÚNCIA E COMENTÁRIOS PARA: grumin@elianepotiguara.org.br

PARTICIPE CONOSCO DESSA CAMPANHA ON-LINE! ENVIE SUAS DENÚNCIAS. Caso não queira se identificar publicamente, manteremos o sigilo. ESSE ESPAÇO É SEU.
PARCERIAS veja em: http://redegrumindemulhereindigenas.blogspot.com/
*****************************************************************************

Foto: Conselheiras do GRUMIN, Maria de Fátima Potyguara e Zenilda Sateré Mawé
CASO 04
Ao Administrador da FUNAI de Bauru (ATT do Shitão e da Ivanilde):
Saudações!
Prezado Dr. Newton - Administrador da FUNAI de Bauru, venho através deste e-mail solicitar com URGÊNCIA URGENTÍSSIMA, providências desta Administração com relação ao caso da índia Cida Pankararu, moradora em assentamento humano subnormal, o qual se encontra com RISCO MUITO ALTO ( “R4″ ) de desmoronamento.
Ocorre que a índia Cida é portadora de necessidades especiais, por 3 distintos motivos (houve a amputação de uma perna, a outra perna é pouco funcional e há disfunções nos quadris) e a mesma mora no alto do morro da Comunidade do Real Parque, em condições precaríssimas e CORRE RISCO DE VIDA, caso seu modesto domicílio desmorone nesta época chuvosa. Vale ressaltar que o piso está cedendo e eu mesma (GEÓLOGA DA SUBPREFEITURA DO BUTANTÃ, CREA 5060631002, RF 745334500, FUNCIONÁRIA PÚBLICA concursada e responsável pela área em tela) estive lá constatando o fato e informando a quem de direito.
Como fato agravante, temos que a Cida Pankararu está grávida de quase de 3 meses, o que mais complica a fuga dela, em caso de um evento de desmoronamento, o qual, REITERO, pode acontecer nesta época de chuvas prolongadas. Evidentemente, existe o risco dela perder a criança, caso ocorra o desmoronamento do domicílio.
Concretamente, o que a FUNAI pode fazer no caso da Cida Pankararu ?
Para maiores informações, favor telefonar para a Dora Pankararu, fone 8156-7367 e/ou para mim (fone 9230-9911).
Cordialmente,
Miryám Hess - Promotora Legal Popular / Delegada Indigenista na VCEDH da ALESP / Suplente do Presidente do Conselho de Gestão da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo (Programa MAB UNESCO
***********************************************************************************
REDE GRUMIN DE MULHERES INDÍGENAS
ENVIE SUA DENÚNCIA E COMENTÁRIOS PARA grumin@elianepotiguara.org.br

PARTICIPE CONOSCO DESSA CAMPANHA ON-LINE! ENVIE SUAS DENÚNCIAS. Caso não queira se identificar publicamente, manteremos o sigilo. ESSE ESPAÇO É SEU.
PARCERIAS veja em: http://www.elianepotiguara.org.br/grumin.html
HOMENAGEM PÓSTUMA
Maninha Xucuru-Kariri
Sua história está registrada na memória da luta dos povos do Nordeste e do Brasil.
Como mulher indígena, guerreira, marcou a presença da mulher, de sua espiritualidade, de sua garra, de sua sabedoria, de seu conhecimento no processo de luta dos direitos dos povos indígenas.
Na sua região, onde o contexto de discriminação e preconceito prevaleciam, Maninha abriu espaço para o diálogo entre índios e não-índios, como também com o Estado brasileiro. O seu exemplo de força e vitalidade contribuiu para o fortalecimento da identidade indígena, a união entre os povos que resultou no surgimento da articulação dos povos e organizações indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo.
Sua trajetória política e comprometimento com o movimento indígena, aliada a outras lideranças indígenas fez dessa organização uma referência nacional.
Nisso a sua participação no contexto educacional por uma educação escolar indígena de qualidade, ensinou a todos (as) nós educadores e educadoras que a educação escolar indígena caminha junto da luta pelo território, pela saúde e pela auto determinação.
Nas suas palavras, Maninha afirmava que: “os povos indígenas nunca devem abandonar a luta estando sempre conscientes de ser sujeitos da sua própria história.”
Sua curta passagem pela Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena/MEC, nos ensinou que o embate político entre os índios e o Estado brasileiro é a base para as verdadeiras mudanças, aquelas que de fato vão garantir políticas públicas que nos reconheçam, nos respeitem como povos diferenciados na nação brasileira.
Morrestes cedo demais, companheira! Lutando por sua vida e por seu direito. Repudiamos a negligencia do SUS (Sistema Único de Saúde) deste país e exigimos que as autoridades competentes tomem a devida providência.
Finalizamos, registrando publicamente o nosso respeito, admiração, agradecimento, reconhecimento de que você deixou sementes, ensinamentos que estarão sempre presentes na nossa memória e nos nossos corações.
Nossas saudades, que onde estiver no mundo encantado estará nos acompanhando com a sua luz de sabedoria.
Eterna saudades, dos amigos, dos companheiros, das lideranças, dos educadores e de todos aqueles que te conheceram.
A Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena.
Brasília, 08/12/2006
INFORMA GRUMIN/REDE DE COMUNICAÇÃO INDÍGENA
**********************************************************************
REDE GRUMIN DE MULHERES INDÍGENAS 16/11/2006
CAMPANHA GRUMIN: NÃO DESTRUA A VIDA DE UMA MULHER INDÍGENA!
ENVIE SUA DENÚNCIA E COMENTÁRIOS PARA grumin@elianepotiguara.org.br

GRUMIN faz parte da Campanha da AGENDE contra a violência

Em homenagem à irmã do céu: MANINHA Xukuru-Kariri
LEMA:”NÃO ESCONDA A VIOLÊNCIA. Ela tem várias caras… Vem desde o geral, institucional. governamental, ao particular, como dentro de casa.”
Iniciamos aqui uma Campanha contra a violência às mulheres indígenas no Brasil.
A onda de suicídios de jovens homens e mulheres, tanto no norte do país quanto na região Centro-Oeste tem gerado muita revolta entre as mães indígenas que acabam não vendo solução para o problema e acabam traumatizadas, enfermas, stressadas e abaladas psicologicamente. Por essa razão abrimos um debate neste blog, para aceitar denúncias sobre esses casos e também sobre outros em diversas regiões do país. Esperamos que esse dabate on-line, possa alertar e incentivar Instituições e pessoas a denunciar ao Ministério Público as situações específicas. Essa CAMPANHA que iniciamos hoje, foi motivada pelo SUCESSO do GRUMIN/REDE DE COMUNICAÇÃO INDÍGENA/ NOTÍCIAS DIÁRIAS que recebeu várias denúncias sobre violação aos direitos das mulheres indígenas, com casos concretos e que queremos compartir com o público indígena e sociedade, e provocar uma reação. Agradecemos a confiança de cada mulher que nos escreve, abrindo seus corações aguardando uma solução.
Fazendo um histórico, queremos relembrar que o GRUMIN foi convidado no ano passado pela ONU, a relatar a situação de violação aos direitos humanos dos povos indígenas. Caso queira ver esse TESTEMUNHO clique em
http://www.elianepotiguara.org.br/documento1.html para ver a seriedade de nossa ações.
Nosso objetivo também é reunir o material para elaborar uma cartilha gratuita aos povos indígenas e um livro eletrônico, assim como fizemos com o primeiro e-book na Internet, com textos de escritores indígenas. Para ver esse e-book, clique
http://www.elianepotiguara.org.br/sol_do_pensamento.exe( pode baixar porque é super-seguro).
PARTICIPE CONOSCO DESSA CAMPANHA ON-LINE! ENVIE SUAS DENÚNCIAS. Caso não queira se identificar publicamente, manteremos o sigilo. ESSE ESPAÇO É SEU.
PARCERIAS veja em: http://www.elianepotiguara.org.br/grumin.html
*********************************************************************
VEJAMOS OS CASOS:
Caso 1:
Texto motivado pela matéria IML exume indígenas
RETROSPECTIVE VEJA EM :http://blog.elianepotiguara.org.br/2006/11/08/35/
Meu nome Lorena, sou do povo Tariano, natural deste municipio!
Em primeiro lugar, gostaria de parabenizar este rede que traz muitas informações importantissimas relacionado aos povos indigenas em geral!
Gostaria de colaborar com vocês, informando que no sábado 11/11/06 teve um debate sobre o Suicidio dos Jovens em São Gabriel da Cachoeira, realizado pelos moradores do Bairro Dabaru da referida cidade, onde a maioria dos moradores são indigenas.
É importante ressaltar que o suicidio é a prova de falta de politica publica voltada para a juventude, dentros das três esferas do poder pubilco.
Os representantes do poder publico local, além de não se preocuparem com essa questão não fizeram presente neste debate, pelo para ouvir o que os pais dos vitimas tem a dizer e o que esperam deles.
As mães de alguns vitimas estão revoltadas com esses noticiarios que saem nas redes de comunicação quando se retrata destas questões quando se refere os motivos das causas do suicidio, que bebida alcoolica, drogas e nem faziam pacto com nenhuma seita. Elas alegam que não ingerem, assim como as filhas não ingeriam bebidas alcoolicas e nem drogas, sempre trabalharam para sustentar @s filh@s e nwem foi por falta de carinho. Alegam também que existe algo sobrenatural e que este sim levou que os jovens fizessem este ato.´
Até o momento está acontecendo algo inesplicavel, nem todos tão cometendo este suicidio, como relatou a mãe de uma jovem vitima. ” A minha filha não se matou, alguem um homem preto inforcou a minha filha e depois pôs na corda” dizia uma mãe aos prantos.
Esperamos que com esta equipe possam desvendar muitas coisa que hora não se sabe o motivo exato dessas mortes
ENVIE SUA DENÚNCIA E COMENTÁRIOS PARA grumin@elianepotiguara.org.br
***************************************************************************
CASO 2:
VIOLÊNCIA INTERSECCIONAL
Jaminawa: Um povo que precisa de socorro
Lutas internas e matanças entre parentes causam degradação cultural que leva índias à mendicância
Crianças acompanham as mães no ofício de pedintes no centro da cidade
Juracy Xangai.PÁGINA 20 ON LINE
Aproveitando a temporada natalina, quando o coração dos “brancos” fica mais “mole”, pelo menos 30 índias jaminawas estão de volta às ruas de Rio Branco para mendigar. Com isso deixam à mostra a degradação a que foi levado este povo de um passado orgulhoso e guerreiro, mas que se matam entre si há mais de 50 anos, conforme relato envergonhado de suas próprias lideranças.
Em 7 de setembro do ano passado um irmão matou o outro, na mesma data deste ano a vítima foi Adão Barbosa Jaminawa ferido com um tiro de espingarda e golpes de terçado que deixaram sua cabeça e rosto deformados pelos golpes. Convalescendo na Casa do Índio, ele mal reconhece os parentes mais próximos. Em ambos os casos, como em outras doze mortes registradas neste últimos anos, todos participavam de bebedeiras.
Penalizadas, muitas pessoas dão dinheiro às índias que, espertamente reforçam seu apelo mendicante sentando à beira das calçadas com seus filhos ou netos menores ao colo. Expondo as crianças ao sol forte e a outros riscos. O que a maioria das pessoas não sabe é que os jaminawa são donos da maior terra indígena do Estado do Acre e, segundo informações das suas lideranças, além da floresta cheia de caça e rios com muito peixe e bichos de casco, também não faltam, casas, ferramentas e boa terra para trabalhar.
“Se as pessoas querem ajudar realmente estas nossas parentes jaminawa não deveriam dar dinheiro para elas, porque elas não precisam disso”, adverte a presidente da Organização das Mulheres Indígenas do Acre, Sul do Amazonas e Noroeste de Rondônia (Sitoakore), Letícia Yawanawa. Mostrando-se preocupada com a situação, esta líder das mulheres indígenas lembra que há vários anos a Funai e a Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi) vem recambiando as índias e suas famílias para as aldeias situadas na região dos rios Iaco e Purus, em Sena Madureira e Manoel Urbano, como também para Assis Brasil no alto rio Acre. O problema é que quando chega perto do Natal eles descem novamente para as cidades.
Já o Santo Raimundo Batista Jaminawa, representante de seu povo e vice-presidente da Organização das Comunidades Indígenas do Acre (Ocaej) foi enfático ao afirmar que: “Assis Brasil não é um bom lugar para os índios porque pelo menos 12 deles já foram assassinados naquela cidade. Fizemos uma reunião com o prefeito Manoel, ele se propôs a ajudar na retirada das famílias que vivem na cidade e na criação de uma casa de passagem para quem vai receber sua aposentadoria ou em busca de tratamento médico. O problema está em saber quem vai administrar esse lugar porque os parentes se matam entre si”, lamentou.
Esmolas e mentiras
Quando a equipe do Página 20 chegou, duas jovens índias com os cabelos pintados de louro, buscando fugir das fotografias, saíram rapidamente do local dizendo que voltariam no dia seguinte. Deixaram para trás Maria da Silva Jaminawa, mãe de quatro filhos que disse viver numa aldeia do alto Purus e que tinha vindo visitar alguns parentes no bairro Tancredo Neves onde estaria hospedada. “Vim para a cidade pela primeira vez, não conhecia nada, mas gostei daqui, as pessoas dão dinheiro pra gente, também gosto de beber coca-cola. Com o dinheiro a gente compra farinha, arroz e carne pra comer com minha filha pequena; hoje não trouxe ela porque o sol ta muito forte e se adoecer quem sofre sou eu”.
Do outro lado da rua, em frente ao Colégio Acreano, no calçadão, sua amiga Maria Francisca Jaminawa, 50, mãe de quatro filhos desmente a primeira dizendo que ambas vem da aldeia localizada na boca do São Lourenço que deságua no rio Acre, acima de Assis Brasil, também informa estarem na casa de um sobrinho que mora na Sobral. “Pegamos passagem nos caminhões e viemos visitar os parentes aqui na cidade. Nesta época o pessoal dá mais coisas pra gente, mas a Funai só ajuda doente, não gosta de quem está com saúde, não dá pousada nem comida, então a gente pede porque não tem dinheiro pra comprar. Na aldeia a gente tem macaxeira, peixe, jabuti e macaco, aqui não come nada”.
Sentada à beira da calçada do IBGE no centro de Rio Branco a índia Maria Francisca Jaminawa, 50 anos, mais conhecida entre seus parentes como “Nazaré”, trazia junto de si duas crianças de aproximadamente dois e quatro anos que usava para penalizar os passantes. Enquanto isso relatava chorosa: “Vim pra cidade cuidar do meu marido Adão Barbosa que levou tiros e terçadas, mas lá na Casa do Índio eles só dão comida para quem está doente, não ajudam quem tem saúde, por isso estou na casa de um parente no São Francisco, mas lá não tem comida e nós estamos passando fome. Então é melhor pedir do que roubar, né?”
Meias verdades
Buscamos Adão Barbosa na Casa do Índio onde encontramos junto ao leito seu primo Antônio Pedro Jaminawa, 45 anos, pai de oito filhos, liderança indígena que é também segundo secretário da Associação dos Portadores de Hepatites do Acre (Aphac) dedicando-se a orientar os parentes sobre os perigos e cuidados com a doença. Ele esclareceu que: “Adão é mais uma vítima do problema da bebida que tem feito com que muitos de nossos parentes matem uns aos outros em Assis Brasil. Eu mesmo deixei a aldeia em 1994 quando atiraram no meu filho que até hoje carrega balas de chumbo no corpo. Saí porque não queria morrer nem matar ninguém. O problema é muito antigo, tem muito mais de 50 anos quando os primeiros deixaram a aldeia do São Lourenço para fundar outra no São Pedro, abaixo de Assis Brasil”.
Quanto à história contada por Nazaré de que teria vindo à cidade cuidar do marido que se recupera na Casa do Índio ele esclareceu que: “Ela já foi casada com ele com quem teve três filhos, separaram, agora ela tem outro marido. Veio para cidade pedir esmolas como fazem os outros para nossa tristeza e vergonha porque eles não precisam disso”, lamentou.
Esperança de paz
Santo Jaminawa da organização indígena Ocaej vem trabalhando o resgate da cultura tradicional jaminawa, primeiro passo para conseguir a paz que permitira reunificá-los como povo, deixando de lado os desentendimentos do passado para construir um futuro mais positivo juntos. Com isso seria possível resolver problemas degradantes como o das índias que a cada ano retornam às cidades para pedir esmolas.
Antônio Pedro e Santo concordam num ponto :“O problema é que não temos um cacique forte para controlar essa situação, por isso é necessário que alguém ou alguma instituição de fora nos ajude a resolver essa situação porque do contrário os parentes vão continuar se matando, se espalhando e perdendo nossa cultura. Nós queremos viver em paz, mas como os parentes já não se gostam nem se respeitam, não podemos resolver isso sozinhos”. Disse Santo em tom entristecido.
Ele faz parte de um grupo de 70 índios jaminawas que, há três anos, foram expulsos da Bolívia e fundaram a aldeia Três Cachoeiras que se localiza acima do São Lourenço, no Alto Rio Acre e que não tem qualquer envolvimento com a briga de seus parentes. “A gente foi expulso junto com os seringueiros que moravam do outro lado, nossa comunidade vive tranqüila, mas preocupada com toda essa situação dos parentes”.
Interessante é que, nesta semana, o próprio Santo viu sua vida pessoal envolvida no problema quando um grupo de índios jaminawas que nem conhecia, desceram do alto Caeté foram acampar em sua casa no bairro Plácido de Castro. Vieram liderados pelos índia Célia, a mais velha do grupo, que decidiu vir em busca do filho Haroldo que já não vê há mais de dois anos, depois que deixou sua comunidade. O problema é que santo não tem como alimentar o grupo, mais sete filhos seus.
Antônio lembrou que com as brigas o único pajé que viva no São Lourenço mudou-se para o Caeté, em Sena Madureira. “O pajé é quem conhece as histórias, nossos costumes, sabe curar os males do corpo e da alma, sem ele nossa gente perde muito, por isso precisamos recuperar nossa cultura tradicional para que volte a haver paz e amor entre os jaminawas”.
Povo guerreiro que se espalhava pelas florestas do Acre, os jaminawas que não foram assassinados nas correrias organizadas pelos seringalistas e seus pistoleiros, acabaram sendo escravizados no corte da borracha, mesmo assim conseguiram preservar boa parte da sua cultura. Nas últimas décadas, os conflitos internos e os assassinatos foram desagregando as aldeias e separando famílias, com isso os caciques perderam força e a maioria das aldeias não tem um pajé que cuide de sua saúde física e espiritual. Para as três aldeias do Caeté, quatro do Alto Acre e cinco do Iaco, restam apenas quatro velhos pajés que agora estão sendo valorizados nesse trabalho de resgate cultural em busca da paz.
Esforço coletivo
A presidente da organização das mulheres indígenas, Sitoakore, Letícia Yawanawa mostra-se preocupada com a situação das jaminwas mendicantes e de seu povo como um todo. “Embora nossos parentes tenham a liberdade e o direito de passearem por onde quiserem, vir para a cidade pedir esmolas como elas fazem é muito triste”. Lamenta a líder antes de complementar: “Temos trabalhado para resolver esse problema que não começou agora, mas que foi se agravando ao longo dos anos. Temos tido apoio das secretarias da Ação Social e dos Povos Indígenas, mas o resultado é muito lento porque a gente leva elas pras aldeias, depois elas voltam pra cidade”.
Na última semana, Letícia esteve reunida com as lideranças jaminawa e machineri em Assis Brasil. “Eles lamentaram os conflitos, pediram apoio para aumentar a criação de galinhas, querem aprender corte e costura e mais assistência, para melhorar a vida e gerar renda nas comunidades. O problema é que as índias que vem pedir esmolas nas cidades não participam desses encontros”.
Ela lembra que dos 16 povos indígenas remanescentes do Acre, mais dois do sul do Amazonas e noroeste de Rondônia, só alguns jaminawas vem para a cidade pedir esmolas. “As pessoas ajudariam muito mais se não dessem dinheiro a elas porque todos os nossos parentes sobrevivem muito bem trabalhando”.
ENVIE SUAS DENÚNCIAS E COMENTÁRIOS PARA grumin@elianepotiguara.org.br
*****************************************************************************
Índios denunciam exploração sexual infantil em obras próximas a reservas28 de Novembro de 2006 às
Marcos Chagas/Repórter da Agência Brasil
Brasília - A exploração sexual de crianças e adolescentes índias tem crescido por causa da construção de estradas que cruzam as reservas indígenas ou que passam a sua margem.
Brasília - A exploração sexual de crianças e adolescentes índias tem crescido por causa da construção de estradas que cruzam as reservas indígenas ou que passam a sua margem. Segundo o índio Gilberto Xerente, este é um dos principais problemas, além da questão ambiental, vivido pelas comunidades que participam em Brasília da Mobilização dos Povos Indígenas do Cerrado.
“As pessoas que circulam por lá são pessoas não-indígenas que acabam tendo contato com nossas mulheres o que causa grande impacto em nossas comunidades. Agora elas estão se envolvendo com pessoas não-indígenas descaracterizando nossa cultura. Tem até no meio destas comunidades a exploração sexual infantil”, afirmou o índio. Gilberto Xerente esteve no Congresso Nacional, junto com 20 representantes de etnias do cerrado, para apresentarem aos parlamentares várias reivindicações.
No caso específico das rodovias, o índio disse que, além da exploração sexual, as comunidades tem sofrido com o crescimento do alcoolismo entre os indígenas. “São conseqüências, as vezes, de ações que precisam ser fiscalizadas”, acrescentou.
Gilberto Xerente disse que este problema também é verificado quando da construção de barragens em terras indígenas. Ressaltou que estas obras demandam muito tempo. Por conta disso, o prolongado contato com os não-índigenas acaba por influenciar suas culturas. “Geralmente somos nós que sofremos grandes consequências porque, para nós, não tem pagamento que consiga ressarcir o que preservamos há séculos. Queremos que o governo, juntamente com as autoridades possam tomar medidas e ouvir as lideranças e organizações indígenas”.
Tanto Gilberto Xerente quanto Hapyhi Krahó, da etnia Krahó, vivem no Tocantins e reclamam da falta de ação de entidades governamentais como o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e Fundação Nacional do Índio (Funai). As duas etnias vivem no Tocantins.
O mais enfático nas reclamações é o índio Krahó. “O Ibama é um órgão não para defender é um órgão para destruir também porque está lá, na frente, defendendo os interesses do governo. Não tem interesse de defender o ambiente”.
A assessoria de imprensa do Ibama, em Brasília, explicou que, por serem tutelados pelo Estado, problemas relativos a construção de barragens em terras indígenas são resolvidas no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF). Qualquer obra nas terras indígenas depende da aprovação do Congresso, afirmou a assessoria.
Já no que diz respeito ao crescimento de monoculturas como a de soja e de eucalipto, a assessoria do instituto trata do licenciamento destas culturas quando envolvem grandes projetos, geralmente, em mais de 1 estado. Por ter uma ação descentralizada cabe aos institutos de meio-ambiente municipais licenciar obras e cultivo exclusivos nos municípios e os institutos estaduais nos casos de obras que envolvam mais de um município.
No caso específico do Tocantins, o superintendente do Ibama no estado, Natal César Demore, reconheceu que existem problemas no que diz respeito ao avanço das monoculturas, não necessariamente apenas em áreas indígenas. Na região de Campos Lindos, nordeste do Tocantins na fronteira com o Maranhão, vários agricultores já foram autuados com multas que chegam a R$ 800 mil, afirmou.
Mesmo depois da autuação, Natal César Demore, disse que estes agricultores continuam a avançar no desmate e plantio de soja uma vez que cabe recurso as multas aplicadas. “Em Brasília mesmo tem uma série de donos de plantações de soja no Tocantins que já foram multados e tem processo em julgamento. Eles só reclamam quando suas empresas já estão no Cadastro Nacional de Inadimplentes (Cadin)”, afirmou o superintendente do Ibama.
INFORMA GRUMIN/REDE DE COMUNICAÇÃO INDÍGENA
2 Comentários »
Paula Rosanne disse,
28 de Novembro de 2006 @ 23:10
Sabemos que competencia da União legislar a repeito de terras indígenas, e é necessário haver mobilização do Congresso Nacional para estipular maior controle sobre as estradas que fornecem facil acesso a terras indígenas.
Estela Scandola disse,
4 de Dezembro de 2006 @ 11:39 · Os motivos que estão fazendo aumentar a violência cometida contra criança dos povos indígenas vai além da construção de estradas. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, o reordenamento dos espaços que estão confinados os guarani, a saída dos homens para o trabalho nas destilarias, a proximidade dos núcleos urbanos … são questões que se complementam nessa discussão.
Maristela Farias acabou de apresentar sua monografia sobre a temática, tendo a nota 10 com louvor pela banca e estudou o desencontro entre a rede de garantia dos direitos da criança e do adolescente e a teia de garantia tradicional dos povos…
É fundamental que esse material passe a fazer parte da nossa biblioteca!!! e mais, das nossas discussões.
on 21 de Novembro de 2006 @ 15:16
Estarei publicando a campanha em meu blog,e me coloco a disposição como militante e para ajudar no que estiver ao meu alcance.
Conte comigo!
on 11 de Janeiro de 2007 @ 12:42
[…] *CAMPANHA GRUMIN: NÃO DESTRUA A VIDA DE UMA MULHER INDÍGENA! […]
on 1 de Fevereiro de 2007 @ 13:19
[…] *CAMPANHA GRUMIN: NÃO DESTRUA A VIDA DE UMA MULHER INDÍGENA! […]
on 26 de Março de 2007 @ 20:48
veagra++%5BURL%3D+http%3A%2F%2Fblogs.dailymail.com%2Fjulieth2%2Fabout%2Fwomans%5Fviagrak2.com+%5Dveagra%5B%2FURL%5D++information%0D%0A++%3Ca+href%3D+http%3A%2F%2Fblogs.dailymail.com%2Fjulieth2%2Fabout%2Fwomans%5Fviagrak2.net+%3Eveagra%3C%2Fa%3E++about%0D%0A+where+get++http%3A%2F%2Fblogs.dailymail.com%2Fjulieth2%2Fabout%2Fwomans%5Fviagrak2.org+veagra+info+%3F%0D%0An
on 11 de Abril de 2007 @ 12:59
Quero deixar aqui registrado um triste fato. Uma dolorosa situação de uma líder familiar indígena que por coincidência é a uma última Cacique de um Povo heróico.
Escrevo sobre os últimos Charruas do Brasil.
Mari Acuabê Charrúa é a mãe de famílinha que vive em Porto Alegre com o que sobrou do seu povo.
Marido doente, já idoso, dois filhos e duas filhas, todos adultos e mais
um punhado de crianças miscigenadas ou adotadas com sérias enfermidades. Atirados num galpão de ferro velho entre ratos e cobras e com tristes ocorrências entre crianças de colo e esses animais peçonhentos, vivem num agonia sem par.
A FUNAI nega a eles o reconhecimento como povo vivo Charrúa.
O que os faz considerar-se fantasmas. Mas, tão carentes pela fome, saúde e a dignidade de ser um povo pré-Colombiano que viveu e ainda vive no cone sul da América Latina.
Graças a Tupã, estão a caminho de Brasília, com a ajuda de particulares que entenderam seu drama para participar das Festividades do Abril Indígena e se mostrarem às autoridades, demonstrando-se que não são fantasmas. Mas, reais.
Infelizmente, na FUNAI existem pessoas que desconhecem o seu próprio país. Desconhecer a História do Rio Grande do Sul é tão grave como a falta de patriotismo explícito.
Os Charruas foram grandes guerreiros que se solidarizaram com os Guaranis e Kaingangs contra o abuso das Missões e também através de Polidoro Sepé, amigo inseparável do Guarani Sepé Tiarajú, lutaram juntos a Bento Gonçalves contra a Monarquia Totalitária Brasileira.
Mas, pelo que estamos vendo, a FUNAI só enxerga os Charrúa no Uruguai.
Enquanto isso, mãe Acuabê vem sofrendo muito, quase se entregando ao desespero para provar que está viva e tem sangue Charrúa puro, como seu marido e seus filhos Paturussú, Guaiamá, Ângela e Solange.
Tristes fatos da incopetência da antropologia oficial.
Heitor (Kaiová) Laso Gonçalves.
CI Rg 4531875x
on 25 de Maio de 2007 @ 14:44
Moro no Uruguay, apesar de ser brasileira e o que o senhor diz é muito certo.
Gostaria que os brasileiros soubessem mais dos Charruas…quanto gaucho já tomou a antiga agua mineral Charrua que tinha o indio montado no cavalo e com a lanca na mao, fazendo peripecias para cacar??
Gostaria de ajudar, já que sou professora de portugues e há vinte anos moro aqui.
Recebam meu abraco e tudo o que estiver ao meu alcance, propaganda do site, explicacoes e demais, estejam contando comigo.
Carinho e abraco fraterno, Adelita
on 28 de Junho de 2007 @ 19:53
Hello, Your site is great. Regards, Valintino Guxxi
on 28 de Novembro de 2007 @ 07:40
Sou pedagoga da Educação Social e Especial.
Aqui no Brasil, a educaçao não é para todos, o sistema cria a imagem, porém com restrições, posso mas não consigo, é uma falsa liberdade, então o nosso povo brasileiro principalmente os indigenas são os mais sofridos.
Uma dolorosa situação de uma líder familiar indígena que por coincidência é a uma última Cacique de um Povo heróico,
Sabemos que competencia da União legislar a repeito de terras indígenas, e é necessário haver mobilização do Congresso Nacional para estipular maior controle sobre as estradas que fornecem facil acesso a terras indígenas.
on 12 de Março de 2008 @ 22:16
Olá:
Sou bailarina e professora de Yoga, vou dar uma aula em abril só para mulheres, tendo como foco a parte íntima feminina e gostaria de estar passando alguma informação sobre o que nós temos nesse sentido dentro da comunidade indígena.
Serão exercícios de Yoga, trabalho de respiração, massagem de algumas partes do corpo que vão favorecer o melhor funcionamento dos ovários, por exemplo…ou vai tirar a dor da cólica menstrual…e gostaria de ler alguma coisa a respeito das práticas da mulher indígena…gostaria de nessa aula falar alguma coisa sobre isso. Aproveitando que o dia do Índio é dia 19/4 e falar sobre o índio.
Onde posso conseguir essas informação.
Desde já agradeço a atenção.
Jutilde Medeiros
on 15 de Abril de 2008 @ 19:00
Olá para todos que lutam para proteger os verdadeiros donos dessa terra: Os índios.O estudo da indiodescendencia, cultura e tradição terá que ser ensinada nas escolas.Muito justo, pois até agora só lembravam dos índios quando alguns eram assassinados , suicidio ou no dia 19/04.
Fiquem atentos para não ser mais uma lei não cumprida, como a lei que favorece os estudos dos afrodescendentes e do continente Africano que até agora desde 2003 poucas escolas puseram em prática.
Vamos nessa luta! vamos preparar nossas crianças para se encontrar nas universidades: índios-negros e brancos pobres com tolerância e respeito as tradições,cultura e religião.
Unidade na Diversidade já!!!