Assassinato de líder guarani-kaiowá

Enviado em Questão Indígena de GRUMIN | 17 de Julho de 2007 @ 22:41
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Movimentos pedem investigação federal do assassinato de líder guarani-kaiowá
13 de julho de 2007
Uma articulação de movimentos sociais do Mato Grosso do Sul, entre eles o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), entregou hoje (13) uma representação ao Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul para que o assassinato do líder indígena guarani-kaiowá Ortiz Lopes, morto no último domingo, seja investigado pela Polícia Federal e não por autoridades locais.

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Segundo o representante do Cimi, Egon Heck, a representação levada ao MPF é baseada em depoimentos de Marluce Lopes, viúva de Ortiz, e de outros líderes guarani-kaiowá, que relacionam a morte do índio a sua atuação na luta pela terra indígena Kurusu Amba. A área corresponde à fazenda Madama, entre os municípios de Coronel Sapucaia e Amambai, na região da fronteira com o Paraguai, e é motivo de disputa entre índios e fazendeiros.

De acordo com o procurador do MPF em Dourados Charles Pessoa, se a análise da representação indicar a relação do assassinato de Lopes com a disputa pela terra, a investigação passará para competência federal. “Quando há violação do direito dos índios sobre as terras que ocupam, a Constituição Federal é desrespeitada e demanda atuação de autoridades federais”, explica.

Por enquanto, o caso está sob a responsabilidade da Polícia Civil do município de Coronel Sapucaia, que abriu inquérito para investigar o assassinato e começou a ouvir as testemunhas na última quinta-feira.

De acordo com o delegado Claudinei Galinari, a indicação dos motivos do crime e de possíveis suspeitos só será feita após tomada de mais depoimentos e realização de levantamento em cidades onde o líder guarani-kaiowá morou recentemente.

Galinari adiantou que a Polícia Civil pretende trabalhar com diversas linhas de investigação e não descartará a hipótese de crime cometido a mando de fazendeiros da região pela disputa das terras.

Para o representante do Cimi, a Polícia Civil não é a autoridade mais indicada para investigar o assassinato de Lopes. “Existe um clima antiindígena articulado pelo poder político-econômico da região, e isso pode comprometer a atuação da polícia local. A Polícia Federal tem mais isenção, mais objetividade para apurar o caso, chegar aos responsáveis e punir os culpados”, afirma.

Heck teme que o assassinato de mais líder guarani-kaiowá cause o agravamento da violência entre índios e fazendeiros da região. “A comunidade está fragilizada, o clima está muito tenso, alguns índios nos disseram que estão desacreditados da Justiça. Estamos preocupados com o que pode acontecer daqui para a frente.”

Em janeiro, a líder espiritual Zulita Lopes foi morta na mesa região durante a ocupação forçada da área. De acordo com a Polícia Federal de Ponta Porã, responsável pelo caso, até hoje o inquérito não foi enviado à Justiça porque a investigação ainda está em andamento.

Além do Cimi, o pedido de investigação federal é endossado por entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT).

4 respostas to 'Assassinato de líder guarani-kaiowá'

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  1. igor Calvo disse,

    on 3 de Setembro de 2007 @ 22:40

    Mientras la ley no este del lado de la justicia, la violencia continuará toimando víctimas, y siempre del lado más débil. Los derechos milenarios de los nativos a vivir en sus tierras y obtener de estas el provecho de su esfuerzo, es un principio elemental que el neoliberalismo y las políticas equivocadas pretenden desconocer.
    Lamentablemente -lo sabemos por experiencia- los verdaderos responsables nunca son puestos ante los tribunales. El poder del dinero y las influencias inclinan la balanza de la justicia en el sentido contrario a la verdad. La lucha de los pueblso indígenas por sus derechos comenzó hace siglos, cuando el invasor puso un pie en su territorio, y continuará mientras no se logre una política de mutuo respeto.

  2. Ale disse,

    on 23 de Fevereiro de 2008 @ 04:07

    Justiça !!! Justiça !!!

  3. juja disse,

    on 2 de Dezembro de 2009 @ 15:02

    NÃO DEIXEM DE DENUNCIAR A POPULAÇÃO PRECISA SABER!!
    A MÍDIA NÃO MOSTRA POIS ESTÁ DO LADO DAS PESSOAS ASSASSINAS!! DIVULGUEM ATRAVÉS DAS OUTRAS VIAS POSSÍVEIS
    JUSTIÇA BRANCA NÃO!!
    JUSTIÇA PELA CAUSA INDÍGENA SIM!!!

  4. Mix Curitiba disse,

    on 21 de Agosto de 2010 @ 01:09

    Terrível notícia

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