Guerreiras indígenas definem estratégias para uma maior intervenção política

Enviado em Questão Indígena de GRUMIN | 9 de Agosto de 2007 @ 11:30
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Minas Gerais irá sediar, de 13 a 16 de agosto, a I ASSEMBLÉIA das GUERREIRAS MULHERES INDÍGENAS DO LESTE E NORDESTE. A iniciativa visa criar um espaço de diálogo
entre essas mulheres, para que elas possam construir um mecanismo de organização permanente entre si e definam estratégias para uma maior intervenção política nos
âmbitos local, regional e nacional. O encontro acontecerá no REMAR (ou Sítio Marista), na avenida Principal, 205 - Areias - Ribeirão das Neves

O evento, que contará com 120 mulheres, representantes de mais de 50 etnias de PE, AL , PB, SE, BA, CE, PI, RN, MG, ES, é realizado pela Articulação dos Povos Indígenas
do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME), com o apoio do DED - Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social, INESC, CESE, Oxfam e Fundação Redistribuir
(Alemanha).

Os debates propostos pretendem visibilizar a importância da mulher no fortalecimento das diferentes lutas travadas pelo movimento indígena, entre elas a pela conquista
da demarcação da terra, pelo reconhecimento étnico e pelo acesso a políticas públicas diferenciadas na educação, saúde, habitação. Também será destacado o papel
fundamental dessas guerreiras na promoção da cultura de cada povo, dialogando para que o governo e a sociedade respeitem esses valores.

A metodologia utilizada durante a Assembléia possibilitará, entre outros pontos, a produção de um diagnóstico com os principais problemas vivenciados pelas mulheres
indígenas em suas regiões e a definição de estratégias de mobilização e articulação para superar os desafios apresentados. Também serão elencadas as prioridades
a serem trabalhadas até a próxima assembléia.

A APOINME é fruto de uma longa caminhada (1990 a 1995) dos povos indígenas e suas lideranças na construção de um instrumento de articulação permanente. Suas bases
estão nas diversas frentes de luta pela conquista e garantia de seus territórios e pela melhoria da qualidade de vida nas aldeias (através de assistência à saúde,
direito a uma educação diferenciada, entre outros) e do respeito aos conhecimentos intelectuais e tradicionais dos indígenas, consolidando os direitos desses povos
frente a setores integracionistas, conservadores e anti-indígenas na conjuntura política do Governo Federal. Atualmente, a instituição está sediada em Olinda.

A APOINME subdivide-se em 08 (oito) Microrregiões. Nesse espaço geográfico, estão localizados 48 povos indígenas, distribuídos em mais de 165 Comunidades, com uma
população superior a 100.000 índios.

As Microrregiões contemplam os seguintes povos indígenas:

· MR Ceará -Tapeba, Tremembé, Jenipapo Kanindé, Kanindé, Kalabaça, Kariri, Tupinambá, Tabajara, Potiguara e Pitaguary;

· MR Paraíba - Potiguara, distribuídos em 3 terras indígenas que se localizam nos municípios de Baía da Traição, Rio Tinto e Marcação;

· MR Pernambuco - Atikum, Fulni-ô, Truká, Tuxá, Kambiwá, Kapinawá, Pankararu, Xucuru, Pipipã e Pankará.

· MR Alagoas/Sergipe - Geripankó, Tingui-Botó, Xukuru-Kariri, Wassu, Kariri-Xokó, Kalankó, Karapotó, Katokim, Koiwpanká, Aconã e Karuazu em Alagoas e o povo
Xokó localizado em Sergipe.

· MR-BA-Norte/Oeste - Kiriri, Kaimbé, Kantaruré, Pankararé, Xukuru-Kariri, Tuxá, Tumbalalá e Atikum no Norte e também Tuxá, Kiriri, Atikum e Pankarú no Oeste;

· MR-BA-Sul/Extremo Sul - Pataxó Hãhãhãe e Pataxó no Sul e Tupinambá Olivença no Extremo Sul e Tupinambá Serra do Padeiro;

· MR-Espírito Santo - Tupiniquim e Guarani;

· MR-Minas Gerais - Pataxó, Pankararu, Kaxixó, Maxakali, Mukurin, Xacriabá, Krenak, Aranã e Xukuru-Kariri.

Assessoria de Imprensa - Ana Célia Floriano - (81) 99244575

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PROPOSTA DE PROGRAMAÇÃO DA I ASSEMBLÉIA

Dia 13/08 (segunda-feira)
Chegada

Dia 14/08 (terça-feira)

8h-12h
- Boas vindas (representante de Minas Gerais)
- Definição das relatorias
- Ritual de abertura
- Roda de apresentação
- Apresentação dos parceiros e parceiras
- Fala de abertura da Coordenação da APOINME
- Histórico do processo de mobilização das mulheres indígenas da região Leste/Nordeste (Yolanda Potiguara) e homenagem a Maninha Xukuru-Kariri

14h-18h
- Apresentação dos diagnósticos sobre a situação das mulheres indígenas por microrregião e do andamento das discussões nas bases depois do I Encontro das
Guerreiras em Salvador
- Síntese das apresentações

Dia 15/08 (quarta-feira) - coordenação do dia (inclusive as mesas): Ceiça Pitaguary

8h-10h
- 1ª Mesa de debate:
o Leitura da atual conjuntura política indigenista do Brasil (Saulo Feitosa - do CIMI e Uilton Tuxá - da APOINME)
o Protagonismo dos Povos Indígenas sobre os Direitos Humanos nas instâncias internacionais - ONU, OEA, OIT (Ana Flávia - Assessora Política do Projeto “Protagonismo…”
apoiado pela União Européia, Sandro Tuxá e Pretinha Truká - ambos da APOINME)

10h-10:30h - Intervalo

10:30h-12:30h
- 2ª Mesa de debate:
o Caminhos para a igualdade de gênero entre indígenas (SOF - a confirmar)
o Violência contra a mulher - caminhos indígenas de prevenir e enfrentar (OMIR - a confirmar)
o Políticas Públicas para as mulheres indígenas (Dep. das Mulheres Indígenas da COIAB - a confirmar)
- Rodada de perguntas e dúvidas e discussão no pleno

14h-16h
- Trabalho em grupo:
o 1º GT: Terra, sustentabilidade e meio ambiente (Facilitadores: Guga -ANAI e Yolanda Potiguara)
o 2º GT: Mulher e saúde indígena (Facilitadores: Sumário - CIMI Leste - e Cremilda Wassú)
o 3º GT: Mulheres indígenas e educação (Facilitadoras: Heloísa - CCLF - e Pretinha Truká)
o 4º GT: Mulheres dentro do movimento indígena e de outros espaços políticos (Facilitadoras: Jurema - da ANAI - e Francisca Kambiwá)

16h-16:30h - Intervalo

16:30h-18:30h
- Apresentação dos resultados do trabalho em grupo
- Discussão no pleno
- Síntese das apresentações: Valéria Payé (DMI/COIAB) - a confirmar

Dia 16/08 (quinta-feira) - coordenadora do 3º dia: Pretinha Truká

8h-12h
- Discussão e constituição de:
o uma comissão regional LESTE/NORDESTE das mulheres indígenas
o uma representação permanente das mulheres indígenas na APOINME

À tarde:
- Mobilização e ato público de protesto contra a transposição do Rio São Francisco e contra
a violência e criminalização dos povos indígenas e seus aliados e reivindicação do respeito aos direitos dos povos indígenas constitucionalmente garantidos

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Roteiro para chegar ao REMAR - Av. Principal, 205 - Areias - Ribeirão das Neves

1. Seguir a Av. Cristiano Machado até o final (ou a Av. Pedro I)
2. Continuar na MG-10 (que vai para Vespasiano, Lagoa Santa e Confins)
3. No entroncamento, seguir pela MG-424 (estrada de Pedro Leopoldo)
4. Ainda na MG 424, aproximadamente 3 km após passar a Ical e Itaú e 1 km após ao Laboratório Globo (São José da Lapa), retornar na segunda ponte onde tem as
placas que indicam os seguintes locais:
INÁCIA DE CARVALHO
VILA MARAVILHAS
AREIAS
Obs.: a entrada não é por São José da Lapa e sim após a cidade
5. Passar por baixo da ponte e pegar o retorno que vem para BH.
6. Após retornar e passar por cima da ponte (sentido BH), entrar na primeira via à direita, também há placas indicativas:
AREIAS
REMAR
7. Seguir aproximadamente 5 km, até uma praça (rotatória) e entrar à esquerda. Passar em frente ao Restaurante Fazendinha. (também tem sinalização).
8. Seguir nesta estrada até o final do ônibus 2203. Este ponto final fica à esquerda do motorista e a Escola Estadual Dimas Álvares Fernandes fica à direita.
Entrar na Rua de terra do ponto do ônibus. O sítio é o segundo.
As pessoas conhecem como REMAR ou Sítio dos Maristas.
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Ana Célia Floriano - (81) 99244575
Jornalista e Consultora em Comunicação - DRT/PE 2356

INFORMA GRUMIN/REDE DE COMUNICAÇÃO INDÍGENA

3 respostas to 'Guerreiras indígenas definem estratégias para uma maior intervenção política'

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  1. Maria Lina Aranã/Caboclo disse,

    on 14 de Agosto de 2007 @ 09:34

    OI companheiras!Soube nesta sextafeira 11 de agosto do nosso encontro-Mulheres guerreira em Bh.Meu nome é Maria Lina e represento o Povo Indígena Aranã,familia Caboclo.Nós somos ao todo mais de 200 pessoas cadastradas na Funai.e Funasa.O PovoAranã foi reconhecido em 2003.
    Nós ainda não temos um território,vivemos espalhados aqui no Jequitinhonha e precisamos de muito apoio para a gente se organizar.No momento nosssa luta é contra o desmatamento da Chapada que e´parte da terra que estamos reinvindicando.Se desmatar esta Chapada nós e os Pankararu da Aldeia Apukaré asssim como muitas pessoas moradoras da beira do rio vamos ser envenenadas com agrotóxicos e nossas terras e nascentes serão também contaminadas.Já escrevemos a Funai e vamos ao Ministério Publico em Governador Valadares exigir providencias.Para melhorar a informação estou enviando para as companheiras as cartas nossas e de várias entidades e pessoas da região que estão entrando nesta luta.
    Nós da fanmilia Caboclo sentimos muito não poder ter participado do Encontro de mulheres Guerreiras para falar desta luta.Esperamos ser convidadas de outra vez.
    Aqui no Vale as empresas de eucalipto estão comprando todas as terras .Vão abastecer a fabrica de celulose da Bahia e a de ferro no alto Jequitinhonha,em Conceição do Mato Dentro que está sendojá projetada.
    Ajude-nos a divulgar esta nossa luta!

    Maria Lina-liderança Aranã/Caboclo
    Araçuaí-Minas Gerais

  2. Camila disse,

    on 27 de Janeiro de 2008 @ 11:28

    Oi, me chamo Camila e gostaria de saber mais sobre os ARANÃS, sei do Sr. Pedro Sangue para cá e antes?????a origem e etc, no aguardo do solicitado, desde já agradeço.

  3. betania disse,

    on 27 de Abril de 2008 @ 22:12

    Sou uma criança mas. Gostaria de saber mais sobre a familia Kaxixó eu fis um trbahlo sobre eles.

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