Primeira mulher Tupinambá a ingressar na Universidade Federal para cursar Direito

Enviado em Questão Indígena, OPORTUNIDADES LITERÁRIAS, Oprtunidades para Povos Indígenas de GRUMIN | 16 de Julho de 2007 @ 22:23
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CARTAS AO GRUMIN

Eliane, muita luz!
Tenho feito são “cartas textos”, onde tenho procurado de alguma forma, chamar atenção da sociedade, e dos próprios parentes sobre nossa real situação, não somente do meu Povo, bem como, de todos os Povos Indígenas. Acredito ser esse um trabalho de formiguinha, onde nos levará em algum lugar melhor que esse.

Sobre o livro, foi feito com a participação de vários membros da nossa comunidade, e apoio da ONG THYDEWÁ, portanto, vários redatores.
Somente, possuo formação Técnica em Economia Doméstica (área social). A partir do mês de agosto, que entro na Universidade Federal da Bahia, para iniciar o curso de Direito, fui aprovada no vestibular deste ano. Sou a primeira mulher Tupinambá a ingressar na Universidade Federal para cursar Direito.
Agradeço-lhe de todo coração, pela valiosa contribuição, que vem dando ao Movimento Indígena. Precisamos de pessoas nossas, comprometidas com o nosso futuro, e o futuro de nossas gerações, bem como, de toda humanidade.
Os nossos entraves, são muitos, será uma luta eterna, mas com certeza enquanto houver pessoas sérias e confiavéis, que realmente não se renda ao Sistema Capitalista, ainda teremos esperança de continuar vivendo!
Beijo em seu coração.
yakuy.thydewa/ ÍNDIOS ON LINE

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Estou cursando na ufmg ocurso intercultural.Estou precisando de informaçãopara publicar o meu livro.Estou gostando das publicações indigenas.parabéns taputahí(parentes.)
Isaque pataxó (akapataxo@gmail.com)
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querida Eliane, soy chilena y me dedico a la poesía de mujeres mapuche. hoy me he encontrado contigo dentro d ela virtualidad y a pesar de que no hablo ni leo portugués, pude entender algunos de tus planteamientos desde las mujeres indígenas y leer algunos de tus poemas. me gustaría saber si puedo acceder a todo esto (incluso a la red de mujeres indigenas), en español. me interesa también conocer en qué están las palabras y los cuerpos de las mujeres escritoras indígenas de tu lado de este contiente.
cada vez se me hace más necesario dejarme afectar por esas otras que de algún modo habitan este cuerpo mio.
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pOR FAVOR, QUEM PODE AJUDAR A FABÍOLA
telefone: 00xx5493415208702
comentarios: Oi, na verdade esse, mais que nada, é um pedido de auxilio a solidariedade.
Meu nome é Fabiola, tenho 28 anos e fazem 4 que trabalho voluntariamente com a comunidade Toba de Rosario, Argentina.
Os Tobas sao procedendentes da Província de Chaco e Formosa, norte da Argentina. Passaram por todo tipo de extermínio, humilhacao e apropriaçao de suas terras no último século.
Por uma “convençao” política entre governadores de 2 províncias argentinas, os tobas, juntos com uma minoria Wichí e Mocoví, foram desalojados de suas terras (que se transformaram em campos de colonos alemaes) e foram mandados a Rosario, Provincia de Santa Fé, em trens e abandonados em um campo que, atualmente é a favela mais suja e abandonada da cidade.
É aí que eu trabalho.
Todo o lixo da zona norte de Rosario é jogado aí.
E é aí, no meio do lixo que as crianças da comunidade brincam e recolhem coisas, onde os índios-mendigos vao buscar comida e objetos de valor de venda e os animais vao a comer também.
Vivem em casas MUITO precárias, sem sistema de saneamento básico, muitas casas sem água, com instalaçoes elétricas perigosas e têm como sistema economico base a recoleçao de coisas encontradas no lixo. Vivem dos restos da cidade.
Meu trabalho voluntário na comunidade arrancou com um pequeno projeto sobre o tema identidade, aproveitando minha diferença por ser brasileira (sao tao discriminados na cidade que nao querem ser indígenas), e depois outras “pequenas” coisas como as drogas e o álcool (terrible a força que têm sobre a comunidade), saúde reprodutiva (acoplado as drogas, vem a promiscuidade, as DST e os bebes sem “pais oficiais”) e inserçao social.
Atualmente venho trabalhando com os anciaos da comunidade, cuidado-os com os problemas de saúde (quase todos têm Chagas) e preparando uma hectária de terra para implementar uma horta comunitária com eles. Também venho tratatando com o governo local para que me ajudem com o problema do lixo (para que mandem caminhoes diariamente. Os moradores da regiao se acostumaram a jogar o lixo na porta das casa e arredores).
Vou todos os dias ao bairro, meu trabalho vem surtindo efeitos, progressa, a comunidade está entendendo e está se envolvendo gradualmente.
O problema é que nao dá mais prá mim. Ninguém se interessa pelo bairro, a comunidade está abandonada, eu sou uma das poucas pessoas que realmente os acompanha e NAO RECEBO NADA POR ISSO.
Os entes oficiais conhecem meu trabalho e nao me dao uma mao. Os coordenadores das ONGs locais sabem do problema, querem ajudar, mas nao querem se meter no bairro e nao querem me pagar pelas consultorias (já estive fazendo muitas e nao me pagaram, haha).
A verdade é que nao sei o que fazer, a falta de dinheiro e de recursos estao me deixando louca e endividada, tenho um conflito interno muito forte e me parece que vou ter que abandonar tudo e voltar para Sao Paulo, me vender ao sistema e ser infeliz. Nao vou terminar de cumprir meu compromisso com meus irmaos indígenas, como conexao entre eles e o mundo “branco, oficial e burocrático” e isso me dá vergonha.
Nao tenho documentos de residencia argentina e nao tenho dinheiro para tramitar-los. Isso é um outro problema. Outra trava.
Bom. a idéia é que vcs, que também estao no meio do trabalho e das problemáticas indígenas me deem uma idéia do que fazer. Ou que me ajudem a recolocar-me no Brasil, caso tenha que voltar, em algum trabalho que esteja relacionado com meus irmaos.
O que nao quero é abdicar do meu trabalho com a gente da terra, gente que eu amo tanto e que tèm me ensinado tanto da vida e dos valores.
Espero respostas.
Beijos,
Fabíola / fabiolaverga@hotmail.com

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Estou cursando na ufmg ocurso intercultural.Estou precisando
> de informaçãopara publicar o meu livro.Estou gostando das publicações
> indigenas.parabéns taputahí(parentes.)
akapataxo@gmail.com
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Apreciados amigos:

Eliane Potiguara, a quien mucho aprecio y respeto, ha tenido la gentileza de incluir información sobre el Movimiento para Revalorizar la Hoja de la Coca, nuestra sagrada hoja ancestral; así mismo un breve comentario del suscrito sobre el tema. Lo ha hecho en su muy difundida revista de la Red Grumin.

Ese valioso documento se difunde electrónicamente a todo el mundo. Grumin está dedicada a la defensa de los derechos de los pueblos nativos de la selva brasilera, segregados, perseguidos, maltratados y amenazados de etnocidio por las transnacionales y los intereses neoliberales que tanto mal causan al hombre y a la Pachamama.

Recomiendo su lectura y los motivo para que aporten a la revista sus comentarios sobre los temas que allí se tratan, porque nos tocan muy de cerca; se trata de nuestros hermanos.

Fraternalmente, Igor Calvo

*Parabens pelo seu trabalho luiz carlo me deu essa oportunidade te conhecer sou Enfermeiro tomava conta de 13 aldeias indigina da Etnia xavante por bom tempo agora estou querendo retorna e nao estou encontrando campo de trabalho fis exelente trabalho com a saude indigina,peco sua ajuda para poder continuar esse trabalho com outras etnia e ate podemos abrir uma ong leva mais saude povos indigenas muito obrigado sua atencao

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Parabens pelo seu trabalho luiz carlo me deu essa oportunidade te conhecer sou Enfermeiro tomava conta de 13 aldeias indigina da Etnia xavante por bom tempo agora estou querendo retorna e nao estou encontrando campo de trabalho fis exelente trabalho com a saude indigina,peco sua ajuda para poder continuar esse trabalho com outras etnia e ate podemos abrir uma ong leva mais saude povos indigenas muito obrigado sua atencao

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Alguém pode ajudar ou responder a Leliana Santos?
Fiquei supercontente em descobrir esse site mulher indígena. Trabalho com indios kariri-Xocó e Fulni-ô em Lauro de Freitas na Bahia e estamos buscando apoio financeiro, vcs poderiam dar algumas indicações. desde já agradecemos a atenção. Grupo de Pesquisa em Educação, Etnicidade e Desenvolvimento Regional da Universidade do Estado da Bahia.
leliana@pesquisador.cnpq.br

3 respostas to 'Primeira mulher Tupinambá a ingressar na Universidade Federal para cursar Direito'

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  1. joviniano spaltemberg de siqueira carvalho-joka disse,

    on 20 de Julho de 2007 @ 14:51

    parabens, irmã yakuy. todos torcemos por teu merecido sucesso. continuo ao teu dispor. a nação tupinambá certamente está orgulhosa com teu feito. saudosos beijos, minha irmã de luz. joka.

  2. edmildo cirilo dosantos disse,

    on 14 de Fevereiro de 2008 @ 20:13

    muito bem, glorioso para todos o desenvolvimento tarda mas não falha
    estamos a quinhentos anos sendo masacrados humilhados e o que~´e pior. exyerminados.
    a humanidade precisa abrir os conceito para que possa sobreviver os novos tempo..
    Um dia tudo isso será nosso
    pode divolgar o meu imail
    muito obrigado

  3. EDMILDO CIRILO DOS SANTOS disse,

    on 29 de Setembro de 2008 @ 19:46

    ASSISTINDO UM PROGRAMA NA TVE,
    ALI ESTAVA UMA GRANDE EMBAIXADOR SEMDO
    ENTREVISTADO PELO JORNALISTA , D. AVILA
    E UMA DAS PERGUNTAS DOBRE O LIVRO DO EMBAIXADOR. PARA MIM E UM GRANDE PESQUISADOR. FOI A SEGUINTE.
    PORQUÊ RUI BABOSA ROSGOU OU QUEIMOU
    OS AQUIVOS DA HISTÓRIA DA ESCRAVATURA BRASILEIRA.

    RESPOSTA DO EMBAIXADOR;

    FUI PELA RAZÃO DE, O ESTADO BRASILEIRO
    NÃO TER CONDIÇOES DE IDENNIZAR O POVO . ASSIM COM ;

    OS NEGROS, E OS IDIOS E SEUS DESCEDENTES.

    E INTERESANTE NÉ

    EDMILDO CIRILO DOS SANTOS

    REPORTER

    BRASÍLIA 61 99137579

    ALTORIZADO PARA PUBLICAÇÃO

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