Índios kaxinawá lançam grife na aldeia no município de Jordão
Índios apresentam trabalho primeiro ao seu povo e depois aos brancos
Grife kaxinawá é composta de bolsas, roupas, colares e adereços

Andréa Zílio
Eles habitam o Jordão, município distante cerca de 700 quilômetros da capital acreana, estão espalhados em 14 aldeias e juntos somam aproximadamente 1,4 mil pessoas. São os Kaxinawá, um povo que luta para manter viva sua cultura, e vem trilhando novos passos para garantir a subsistência através de seus valores artesanais.
No próximo dia 10, eles lançam dentro da floresta do Jordão principal – São Joaquim – a coleção da grife Kaxinawá, que soma em roupas, bolsas, colares e outros adereços. O momento será especial e iniciará com um rito sagrado e diversas demonstrações da dança, dos cantos que fazem parte de sua tradição.
Mas os índios Kaxinawá do Jordão não estão sozinhos, outros “parentes” da mesma etnia também habitam mais quatro municípios do Estado, todos no Vale do Juruá, e a pretensão é que o trabalho que está sendo plantado no Jordão seja regado e se multiplique nas aldeias localizadas em Santa Rosa do Purus, Feijó, Tarauacá e Marechal Taumaturgo. Uma forma de garantir que cada pessoa que carrega a essência Kaxinawa participe dessa valorização da identidade de seu povo.
Nesse novo caminho que trilham, eles se organizam através da Associação dos Seringueiros Kaxinawá do Rio Jordão (Askarj), que coordena a vitrine de sua cultura em Rio Branco, o Kupixawa, que significa casa grande de encontros, uma espécie de loja que expõe a produção dos artesanatos feitos por eles e, agora, roupas e bolsas com pinturas que eles usam para enfeitar o corpo como expressões de sentimentos, sejam de alegria, desejos ou tristeza.
A apresentação oficial desses produtos marca o início de um compromisso com entre as pessoas que estão à frente desse trabalho com o próprio povo indígena, e inicia-lo na aldeia é uma boa forma de iniciá-lo, na linguagem dos brancos, com o pé direito. “Vamos apresentar esse trabalho primeiro ao nosso povo, junto aos pajés, crianças, idosos, mulheres, guerreiros, pedi aos antepassados licença para mostrar nossa cultura e pedi a força deles”, diz Banê Kaxinawá, presidente da Askarj.
Há três gerações construindo história
Depois de Suero Banê Kaxinawá, que hoje os índios acreditam estar presente em espírito entre seu povo, o seu filho Siã Kaxinawá, que representa sua gente na organização dos brancos, primeiro como vereador e agora como vice-prefeito do Jordão, agora o neto, Banê Kaxinawá também assume a tarefa de ser uma liderança indígena com a responsabilidade de fazer os sonhos de seu povo tornar-se realidade.
“Eu sai da aldeia, morei em Rio Branco e depois viajei por vários cantos do Brasil e aprendi muito com o mundo dos brancos para eu ajudar também meu povo com nossos projetos. Eu me sinto feliz em estar defendendo a valorização de nossa identidade e cultura”, diz,
Uma tradição para vestir
Cada camisa, saia, top, bolsa ou outro adereço da grife Kaxinawá é um pedaço da história do próprio povo contado a partir das figuras que contam sua crença, seus mitos. Conhecidos pela produção dos kenês – tecidos feitos de algodão em formas de figuras pintadas no corpo como maneira de expressão – eles pretendem torná-los permanente nas peças que se aperfeiçoam a cada dia.
Bane diz que a parceria no trabalho com Carlos Alberto, o CA, tem sido de grande importância na administração do Kupixawa, e de Rosangela Oliveira, na coordenação da grife. “São pessoas que compartilham de nossos ideais e nos ajudam a fazer esse projeto existir e funcionar”, fala.
Um dia com os antepassados
O Kupixawa está previsto para ser reformado e na reinauguração, a grife também será lançada em Rio Branco. Mas é o desfile na aldeia que promete ser um rito de muita beleza, excentricidade do povo Kaxinawá, e de muito respeito com os antepassados, os espíritos que os guiam. Dez jovens mulheres, dez jovens homens, dez idosos e dez crianças vestirão as peças para mostrar aos demais índios o trabalho fruto deles próprios.
O momento de grande importância promete reunir os “parentes” de todas as demais aldeias, tornando este momento em uma grande festa, que celebra não só um novo projeto, mas a vida, a tradição, a cultura, a história.
Fonte: Página 20/Cotidiano (http://www2.uol.com.br/pagina20/04032007/c_0404032007.htm)
INFORMA GRUMIN/REDE DE COMUNICVAÇÃO INDÍGENA
on 5 de Março de 2007 @ 03:19
Bom dia irmãos eternos, desejo aqui mais uma vez me solidarizar com todos vocês, pois desde 1979 abracei a causa do PLANETA TERRA e de tudo que ele tão magníficamente nos presenteou, vivi no Acre, Amazônia, PERÚ, e viajei por todo O BRASIL ,compreendendo as várias variações de mutações que o sistema instituido pelo povo chamado BRANCO, impõs, e está ainda impondo a todos os povos do PLANETA TERRA, sem nenhum respeito nem por eles próprios quanto mais pelas outras etnias, e é claro que a NOSSA MISSÃO, é justamente sendo a missigenação de tantas etnias, procurar da melhor maneira possível o entrosamento e claro a UNIFICAÇÃO DE TODOS OS POVOS DO PLANETA TERRA, em um só SER, o qual deveríamos mesmo chamar TERRÁQUEOS, é uma tarefa árdua e quase insólita mas iremos conseguir com a colaboração e intenção de fé, amizade, respeito e claro, SOLIDARIEDADE DE TODOS, vencer esta barreira humana e acabar com as FRONTEIRAS em todo o Planeta Terra.
Gostaria de que este LEGADO nosso, ficasse sempre na UNIÃO DE TODAS AS NAÇÕES INDÍGENAS, como um LEGADO eterno, porque os outros povos infelizmente já perderam a noção de UNIVERSALIDADE, mas somos filhos do UNIVERSO, fiquem bem!
Édison Pereira de Almeida
Chanceler do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais
www.ermitaodapicinguaba.com
on 25 de Junho de 2007 @ 10:42
gostaria de contactar com os kaxinawá pois me interessei pela grife, quero saber mais. Entrem em contato comigo
on 23 de Novembro de 2007 @ 09:30
Olá, gostaria de comprar os produtos da grife kaxinawa assim como saber como fazer para conhecer a aldeia e se é possivel hospedar se com eles para turismo onde pretendo conhecer mais de sua cultura.
on 4 de Agosto de 2008 @ 11:00
DESEJO SABER COMO POSSO LEVAR MEUS INDIOS EM TURISMO P/ EUA QUAL PROSEDIMENTO OBRIGADO
on 8 de Agosto de 2008 @ 20:21
gostaria de explicaçoes como fazer um cocar ou algum adereço indigena que posssa usar no dia a dia fico no aguardo.
on 3 de Outubro de 2008 @ 15:14
oi sou a beth artesa
e amo essa arte indigena e faço bijuterias e em especial brincos de penas
tambem faço pailtos com penas enfeites de cabelos utilizo cabaças para retratar iconografias indigenas e tambem faço mandalas tambem retratando suas cores fortes amo muito essa arte minha casa meu atelier é
todo decorado com essa arte belissima e tenho um sonho de aprender a fazer cocar peço que se possivel me mande o modo de fazer ou se tiver foto de passo a passo ja agradeço desde ja agardo resposta anciosa fiquem com DEUS
Atenciosamente
Beth bijus !!
Moro em campo grande ms
on 6 de Janeiro de 2010 @ 09:51
gostaria de obter um cocar indigina nas cores branca,marron,azul,e verde como posso comprar e qual o valor entre em contato obrigada