Massacre Indígena Guarany

Enviado em Questão Indígena, ESCRITORES INDÍGENAS de GRUMIN | 6 de Fevereiro de 2007 @ 13:49
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A VERSÃO INDÍGENA
MASSACRE OCORRIDO COM A CHEGADA DOS PORTUGUESES AO BRASIL É CONTADO EM PORTUGUÊS E EM GUARANI


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Quem ainda não conhece a versão dos índios sobre a chegada dos portugueses ao Brasil não vai precisar ir até uma aldeia para ouvir essa história. Chegou às livrarias a obra que conta esse fato em versão bilíngüe, português e guarani. É o livro Massacre indígena guarani, de Luiz Karai, com ilustrações de Rodrigo Abrahim, lançado pela Editora DCL – Difusão Cultural do Livro.

O livro registra e recupera a história oral que o autor Luiz Karai sempre ouviu de sua avó, em guarani. “Desde criança escrevo histórias, inclusive as que ouvia de meus parentes. Quando conheci o escritor Olívio Jekupé, ele me incentivou a levá-las para as editoras. Acabei realizando um sonho antigo com essa publicação: o de ver minha história ilustrada e transformada em livro”, diz Karai emocionado.

Escrito em duas línguas, o livro é para ser lido por leitores indígenas e não-indígenas. As crianças da aldeia aprendem desde cedo a falar guarani e as crianças não-indígenas poderão ter, pela primeira vez, o contato com a língua escrita, já que hoje em dia o indígena está cada vez mais inserido na cultura do não-índio.

As ilustrações de Rodrigo Abrahim, em aquarela, retratam uma história que poderia ter tido um final diferente, mas que não dependia de apenas um homem.

Os jurua, homens não-índios, preparavam-se para invadir a tekoa kavure, aldeia indígena. Um massacre estava para acontecer. No entanto, o pajé teve um sonho revelador e decidiu que seu povo deveria construir uma nova aldeia, em outro lugar, a tempo de fugir do massacre. Mas nem todos acreditaram nele. O Massacre indígena guarani apresenta aos não-índios, em edição bilíngüe, português e guarani, uma história real, ensinada por meio da oralidade aos pequenos indígenas.

O autor Luiz Karai é paranaense. Tradutor do guarani para português e vice-versa, é, também, secretário da Associação Nhe’ e Porá, na Aldeia Krukutu, em São Paulo, onde mora com sua família. O massacre indígena guarani é o primeiro livro de sua autoria.

O ilustrador Rodrigo Abrahim é de Manaus. Estudou Desenho Industrial, em 2003, desde então vem se aprimorando, principalmente, na ilustração de livros infantis e juvenis e na arte de contar e desenvolver histórias.DCL – Ótima escolha. Ótima leitura.
INFORMA GRUMIN/REDE DE COMUNICAÇÃO INDÍGENA

12 respostas to 'Massacre Indígena Guarany'

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  1. Sardek disse,

    on 7 de Fevereiro de 2007 @ 09:54

    Me interesa saber si este libro podrá ser adquirido en alguna libreria de Buenos Aires, Argentina. O si es posible adquirirlo por internet. Vale la pena que sea traducido al español y divulgado por la red.

    Ro

  2. rudi santos disse,

    on 7 de Fevereiro de 2007 @ 11:42

    Gostaria de comprar o livro. qual o valor e onde encontro?

  3. Igor Calvo / Perú disse,

    on 9 de Fevereiro de 2007 @ 20:54

    Felicitaciones a la Editora DCL. Comparto los deseos precedentes. También quisiera tener la oportunidad de leer esta versión de Luiz Karai, “desde adentro”, desde la memoria oral que es -antropológicamente hablando- de un valor que supera el histórico. Los hombres y mujeres que hablan desde los recuerdos de sus mayores, reviven en sí mismos y desde sí mismos, la tragedia de la persecución y matanza que los jurua, se disponían a perpetrar contra los tekoa kavurede, hermanos guaraníes. Ese sueño de advertencia -siempre hay alguien que sueña y que advierte- es también un símbolo. Advertencia de no dejarnos avasallar, invadir, exterminar, por quienes quieren apropiarse de las tierras que nos pertenecen desde hace miles de años.
    Este libro tiene, a mi parecer, un doble -y noble- valor, pues ha sido escrito en dos lenguas, para que alcance así a una población de lectores de culturas distintas; que podrán ser testigos del drama del indomable pueblo guaraní. además, a través del arte de la acuarela de Rodrigo Abrahim.
    Mientras los miles de lectores de habla Castellana esperamos el momento, debo de recordar que Paraguay, cuna guaraní, tiene el privilegio de contar con una población que totalitariamente habla el dulce y musical idioma Guaraní, alternándolo -indistintamente- con el Castellano. Eso habla mucho de la cultura de ese pueblo hermano. Mis parabienes al enorme esfuerzo realizado por Luiz para recoger los testimonios y la memoria de su pueblo, que es -también, y por amor- el nuestro.


  4. on 10 de Fevereiro de 2007 @ 20:04

    QUERO COMPRAR DOIS EXEMPLARES DO LIVRO…

  5. Maximiliano Correa Menezes disse,

    on 12 de Fevereiro de 2007 @ 18:37

    Gostaria de comprar um livro e gostaria de saber quanto custa, pois para mim como indígena Tukano muito me interessa

  6. Wilson Matos da Silva disse,

    on 13 de Fevereiro de 2007 @ 10:08

    Sou Indígena nascido, criado e residente na Aldeia Jaguapirú, Cidade de Dourados no Mato Grosso do Sul, Advogado Criminalista, tenho lutado para fazer respeitar os “direitos” dos nossos povos, codificado pelo não indio, por certo um livro como este ajudaria a fundamentar minha argumentação jurídica. gostaria de recer um exemplar End: Av. Presidente Vargas, nº 803, sobreloja sala 01, Dourados MS, CEP 79.804 030- Wilson Matos da Silva

  7. potyra krenakore disse,

    on 24 de Julho de 2007 @ 23:22

    Felicitaciones a la Editora, Comparto los deseos precedentes. a parte la tragedia de la persecución y matanza que los jurua, se disponían a perpetrar contra los tekoa kavurede, hermanos guaraníes, hablo una noticia nueva para los enfermos de la psoriase, los poty krenakore hace una mescla con gordura de la serpient anaconda y sana las enfermidad de la piél. Saludo POTYRA KRENAKORE.
    potyra_krenakore@orangemail.es

  8. DALVAN MORI disse,

    on 16 de Fevereiro de 2008 @ 18:05

    Muito importante recuperar e manter viva a chama guarani, sou nascido no Rio Grande do Sul e dez de guri que escuta as histórias deste povo que mereçe ser adimirado e respeitado, ja tive a oportunidade de conhesser as Ruinas de São MIguel das Missões, e toda vez que volto ao meu amado rio grande não perco a oportunidade de voltar a este local, é revoltante mas nada mudará a história e nem corrigirá o mal feito, Portugal e Espanha grandes vilões desta história unidos mancharam de vermelho as lindas terras sulinas deste país, gostaria muito de comprar um exemplar deste livro, por favor entrem em contato pelo fone (66) 3588.1318 falar com Dalvan Mori
    O endereço AV Rio Branco S/N Centro
    Ipiranga do Norte MT
    cep 78.578.000
    CP-29
    obrigado


  9. on 27 de Maio de 2008 @ 07:02

    Gostaria de parabenizar Luiz Karai e estender este contentamento à Editora deste livro. O Brasil é plural - tod@s sabemos, mas, os Povos Indígenas precisam em muito ter a sua história ser escrita quer por seus membros ou por quem os conhecem e saber fazer a escrita comprometida com uma versão o mais fidedigna possível, felizmente estes existem, porém, na contramão temos muitos escritos que favorecem apenas a versão dos vencedores.

    Poranduba como essa de Luiz Karai precisa circular o Brasil e o Mundo!


  10. on 27 de Maio de 2008 @ 07:03

    Ah! Por favor, preciso adquirí-lo. Onde posso? Quanto custa?

    Muito grato,

    Ademario Ribeiro - ONG ARUANÃ - Bahia - Brasil

  11. helder disse,

    on 9 de Dezembro de 2008 @ 19:21

    Olá, quanto custa a obra e onde adquiro? Moro em maringá no paraná.

    Gostaria de saber também aonde posso adquirir um bom dicionário português - guarani (tupi, tupi-guarani, etc.), ou alguns dicionários.

    Um último favor. Como se escreve em guarani FAMÍLIA? (se puder listar todas as formas de se escrever FAMÍLIA em guarani, tupi, tupi-guarani, etc…estaria grato).

    Atenciosamente,

    Helder Félix.

  12. PAULO DORTA disse,

    on 22 de Dezembro de 2008 @ 16:07

    FAVOR TRADUZIR O TEXTO ABAIXOPARA O “GUARANY”

    AMIGO CELSO, JÁ TOMEI TODAS, E AGORA NÃO ME LEMBRO SE SOU
    PEDRO I OU PEDRO II OU UM TINTUREIRO

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