QUAL O PAPEL DA LITERATURA INDÍGENA?Veja algumas respostas!
A literatura indígena cumpre o papel de resgate histórico onde a oralidade foi perdida, de preservação cultural, de fortalecimento das cosmovisões étnicas.
O futuro escritor indígena deve ser já incentivado, na aprendizagem da Educação bilíngüe e Educação em geral, desde pequeno. O escritor indígena é o futuro antropólogo, aquele que vê, enxerga e registra. Povos indígenas devem caminhar com seus próprios pés.
Núcleos de pensadores e escritores devem ser também incentivados e capacitados dentro das Organizações indígenas, assim como muitas vezes, falou-se em discutir a questão de gênero, de raça e etnia nas Assembléias. Os problemas identificados devem ser imediatamente direcionados para estudos objetivando estratégias, mecanismos que busquem a solução das dificuldades, dos conflitos e das diferenças.
Quando a rosa desabrocha, as abelhas vêm espontaneamente sugar-lhe o mel. Deixemos que a rosa de nosso coração, de nossa alma e caráter desabroche completamente na sociedade brasileira, a partir de um testemunho de nossa capacidade, auto-gestão, diálogo e ética, para que essa sociedade desconstrua, rapidamente, o discurso e prática atuais que causam a exclusão de povos indígenas. Os resultados e o respeito aparecerão.Pensadores e escritores indígenas: Contem e criem então!
extraido do site: http://www.inbrapi.org.br/
texto elaborado por Eliane Potiguara
visite o site: www.elianepotiguara.org.br
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COMENTÁRIOS DE ALGUNS ESCRITORES INDÍGENAS:
Papel da literatura indígena é complexa:
Creio ser papel da literatura indígena hoje o mesmo papel que outras literaturas tiveram em épocas passadas, para povos ocidentais. Esta certeza dificilmente será em vida dos pioneiros. O escritor indígena de hoje constitui-se em pioneiro.
Assim acredito ser a literatura indígena tão útil ao povo indígena (ou ao mundo) assim como instrumentos de escavação do geólogo, a lamparina na escuridão das trilhas, o grafite no meio da madeira do lápis. Ela ainda tem o sabor do fruto pouco conhecido.
A sede de conhecimento do passado é inata como odesejo de ser mãe (pai). Literatura indígena é isto: a busca do passado, que ele não pereça com as opiniões alheias.
Os instrumentos que a humanidade desenvolveu, tais como a tinta o papel, a letra, a imprensa, a mídia, é uma conquista coletiva do ser humanio. O povo indígena tem papel tão decisivo em muitas conquista assim como qualquer outro povo.
A contribuição deste povo talvez tenha sido mais decisiva em um momento tão crucial para o ocidente que, dificilmente se tenha as reais dimensões desta contribuição.
Os direitos dos povos indígenas que foram subtraídos de forma tão absurda e cruel, através o instrumento da literatura, talvez venha a alcançar o grau de melhor compreensão. É preciso porém combater as formas absurdas de preconceito, além de abominável entrava a criatividade.
Que a veia fantástica, criatividade e fluente, que este processo manifesto do criar provido em nome do sonho ancestral humano, que a da Literatura Indígena não se renda aos caprichosos dos indiferentes.
Juvenal Payayá
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A visão do prórpio índio
Eu sou escritor e sempre gostei de escrever desde criança, e desde
pequeno sempre vi que em várias aldeias do Brasil, nossos parentes
sofrem descriminação, são explorados, são roubados, são
assassinados, índias estupradas e tantas outras coisas mais que
acontece. E desde pequeno eu acreditava que tinhamos que desabafar e por
tudo isso pra fora, como? escrevendo e mostrar ao mundo, porque muitas
coisas que acontece, milhões no mundo não sabem.
E através da escrita, podemos denunciar muitas coisas, mas não
só denuncias, temos também que ensinar nossas crianças a lerem
e escrever, e uma das coisas que precisa aprender são histórias
contadas ou escrita pelos próprios índios, cada escritor
indígena de cada etnia, quando ele escreve algo, é algo que ele
conhece na prática e na oralidade, mesmo sendo uma ficção, mas
é uma ficção verdadeira ao mesmo tempo.
E através do surgimento dos escritores novos e que estão surgindo,
outros também surgirão, porque nas aldeias têm sempre alguém
que é contador de causos de histórias ou criador de histórias,
e posso dizer que essa pessoas é um escritor, e é conhecido apenas
como pessoa que conta história oral. por isso essa pessoa aprendendo
a escrever ele pode se tornar um escritor, e escrever ele mesmo, não
precisa contar para os não índios e depois eles escreverem…
Sendo assim, acredito que temos uma missão muito importante,
conscientizar a sociedade não indígena através de nossa
escrita, e fortalecer nossas crianças indígenas a preservar a
cultura lendo nossos trabalhos que escrevemos e através dela nosso
povo ser mais valorizado e respeitado.
Olívio Jekupé- Aldeia Krukutu- poeta e escritor
INFORMA GRUMIN/REDE DE COMUNICAÇÃO INDÍGENA

on 26 de Janeiro de 2007 @ 07:50
Sou a kerexu Mirim, sou nova, sei que não tenho muito o que falar, mas meu pai sempre me insentiva, falando que é importante a gente escrever, que ajuda a gente a ficar mais inteligente e que podemos nos defender através da história. Por isso acredito no que meu pai olívio jekupé me ensiana.
kerexu mirim, aldeia krukutu, guarani
on 21 de Maio de 2007 @ 11:57
Good job! Your site is great!
on 5 de Agosto de 2007 @ 08:34
sou novo, não entendo muitas coisas ainda, mas tenho um pai que é escritor, ele se chama olívio jekupé, nós somos guarani e quero aprender muitas histórias com ele e com minha mãe e quando eu tiver mais grande quero ser um escritor também.
on 5 de Agosto de 2007 @ 08:37
lancei um livro na itália e que tem como título, Indiografie, está publicado em italiano e é uma coletanea onde fui o coordenador, e convidei alguns autores para fazer parte desse livro, e como acredito na literatura indígena escrita pelos próprio índios então acredito que com esse livro abriremos caminho para a divulgação de outros autores indígenas e que muitas vezes não tem acesso aqui no Brasil
autores-
OLÍVIO JEKUPÉ
GISELDA JERÁ
MANOEL MOURA- TULANO
GABRIEL GENTIL- TUKANO
NAINE TERENA
on 16 de Agosto de 2007 @ 16:50
I can’t be bothered with anything these days. Basically not much noteworthy happening. I feel like an empty room. I’ve more or less been doing nothing.