Índia baniwa é estuprada e estrangulada em São Gabriel

Enviado em Questão Indígena, GÊNERO, RAÇA E ETNIA de GRUMIN | 11 de Janeiro de 2007 @ 12:03
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O assassinato de uma índia baniwa em São Gabriel da Cachoeira chocou a comunidade no último final de semana.

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Corpo de Marina Macedo, que era doméstica e pertencia à etnia baniwa, foi encontrado pelo próprio cônsul da Colômbia em São Gabriel da Cachoeira

O corpo da doméstica Marina Macedo, 20, foi encontrado estrangulado e com sinais de estupro na manhã do último domingo (7) no município de São Gabriel da Cachoeira (a 858 quilômetros de Manaus). A vítima foi encontrada em frente ao Consulado da Colômbia sediado naquela cidade pelo próprio cônsul Matias Vasquez Gonzalez por volta das 6h35. “Me preparava para fazer minha caminhada matinal e, quando abri a porta encontrei o corpo da moça no pátio. Fiquei desesperado”, relatou Gonzalez. Marina Macedo prestava serviços domésticos para o cônsul e mantinha um quarto na residência.
De acordo com alguns populares que conheciam a moça, a indígena teria saído para se divertir numa boate em companhia de alguns amigos. Alguns deles afirmaram tê-la visto com um rapaz dançando, mas ninguém o conhecia.
A Polícia Civil, no entanto, suspeitou do namorado, porém não obteve êxito em sua investigação porque o rapaz não estava com Marina Macedo na noite do crime. A versão foi confirmada por amigos e familiares do jovem (cujo nome a Polícia preferiu não divulgar) que, segundo eles, estava numa festa de confraternização no bairro Dabarú.
Segundo Gonzalez, não houve vestígios de sangue ou indícios de luta corporal no local onde Marina foi encontrada. “Certamente, sabiam onde ela morava, estupraram-na e jogaram o corpo aqui, pois não tem sinal algum de sangue. Não fizeram barulho ou algo que parecesse com uma briga corporal. O quarto dela, por exemplo, está do mesmo jeito que ela deixou. Ninguém entrou no quarto”, especulou o cônsul, ao salientar também que a vítima estava vestida somente com suas peças íntimas.
Investigações
Enquanto os policiais civis tentavam encontrar novos suspeitos, o corpo de Marina Macedo continuava estirado no pátio do consulado. O cônsul solicitou da prefeitura uma ambulância para remover o corpo até o Hospital de Guarnição de São Gabriel, mas esbarrou com questões culturais dos Baniwa, que não permitiram que o procedimento de necropsia fosse realizado, pois entendem que a alma do índio morto escapa de seu corpo.O delegado Brizolla, da Polícia Civil, assegurou que a investigação continuará. Até o encerramento desta edição, não haviam sido apontados novos suspeitos no crime da doméstica em São Gabriel da Cachoeira.
Fonte:Elaine Lima/Free Lancer
Jornal A Crítica, Manaus, Amazonas,10/01/2007
INFORMA:GRUMIN/REDE DE COMUNICACÃO INDÍGENA

8 respostas to 'Índia baniwa é estuprada e estrangulada em São Gabriel'

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  1. diva moreira disse,

    on 11 de Janeiro de 2007 @ 17:02

    A injusta situação em que vivem os povos indígenas e a violencia ganocida que se abate sobre eles, é dura demonstração de quão atrasada é a democracia brasileira. Isto porque, democracia não se sustenta sem cidadania plena, e os povos indigenas têm seus direitos desrespeitados, ignorados e abusados quotidianamente em nosso país.

    Que a Marina nos perdõe!!

    diva moreira

  2. Juvenal Payayá disse,

    on 11 de Janeiro de 2007 @ 22:09

    Clamor do povo indigena!!!!!!!!!. Deixemos as indiferença,. a indiferença nos faz mais vulneráveis.
    Somente a unidade desta gente que não tem nação nos fará povos!!!!!!.
    Basta de morrer pelas mãos dos bárbaros, bastardos, inconsequentes!!!.
    Quem não se cala nunca admite, não se entrega, não admite!!!!!
    Intolerável este massace! MATAM como quem MATA aos poucos para não chamr atenção dos QUE também já MATARAM.

    Carinho e luz a toda a comunidade indígena do mundo inteiro
    Unidade.

    Juvenal Payayá


  3. on 12 de Janeiro de 2007 @ 16:57

    É com tristeza e indignação que li essa matéria. Independente da diversidade etnica e cultural, nós mulheres somos vitimas das mazelas do homem. Sinto em minha alma as dores sofridas pela Marina! Que as ofensas e dores por Marina sentidas, seja um grito que ecoe por justiça e respeito a todas nós mulheres. Rogo a Deus para que os culpados sejam identificados e punidos.


  4. on 13 de Janeiro de 2007 @ 12:40

    É uma coisa que nós indigenas passamos escutar e ver. É uma coisa triste relmente. Sou da tribo Guarani de SP. Meus sentimentos aos familias. Aonde esse mundo vai parar??? :-(
    Essa é a pergunta que fasso todas manhãs que a cordo… Só os passarós tentam responder, mais eu não falo a lingua de passarós e não entendo.

    ABRAÇOS AOS PARENTES DE TODO O MUNDO. NÃO IMPORTA A ETNIA. ATAIDE (011) 9768-1722


  5. on 15 de Janeiro de 2007 @ 07:59

    Não será difícil para a Polícia decobrir o assassino, pois acredito que ele está vive bem próximo da vítima. Resta saber se a justiça será feita.

  6. Lirian disse,

    on 15 de Janeiro de 2007 @ 12:03

    Não podemos deixar que mais um crime seja cometido sem a mobilização da sociedade civil. Temos que contestar de todas as formas possíveis e pressionar as instituições públicas para que este caso não caia no esquecimento como tantos outros. Devemos sempre lembrar que a indiferença a estas questões contribui e muito para os crimes posteriores.

  7. Leticia disse,

    on 15 de Janeiro de 2007 @ 13:54

    Nestas horas perguntamos onde está o poder público que não consegue evitar os tantos crimes, principalmente estupros, que acontecem em São Gabriel. Será que seus funcionários também estão tomados pelo pensamento machista que considera que as próprias mulheres “provocam” o estupro? Será que teremos um trabalho competente que descubrirá quem é o culpado? Ou cairemos novamente na impunidade que reflete a podridão da justiça brasileira?

  8. Carolina Mòt disse,

    on 22 de Janeiro de 2007 @ 10:41

    temos uma dívida de moral e sangue com os povos indígenas, que há séculos vêm sendo massacrados por nós;os civilizados…já chegou a hora de compensarmos, mesmo que seja através da exigência do cumprimento da Lei!
    Vá com deus, Marina! Como diz o seu povo: Matsia!!!!

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